sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Impulsiva

Sou o que se chamam de pessoa impulsiva. Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

(Texto de Clarice Lispector.)
Cabe perfeitamente à minha pessoa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

15 de abril de 2010.

Estou me sentindo como um boneco de posto.
Como se algo me fizesse andar ao mesmo tempo que não tenho e não sinto nada por dentro.
Me sinto vazia, sem muito o que pensar, só algumas lembranças que não são lá boas lembranças.
Não consigo trabalhar direito, ao mesmo tempo não sei que decisões tomar.
Nada muito perigoso, nem nada que eu possa me arrepender.
Decisões pequenas, mas que pra mim fazem grande diferença.
Não sei como falar. Não sei o que sentir. Não sei o que escolher. Enfim.

Hoje a roupa que uso define exatamente como estou por dentro, além de vazia. Escura. Obscura.
Como uma névoa que dominasse todo o meu interior.

Eu amo com todas as forças. Eu subo e escalo esse amor sem pensar no tamanho do tombo que posso levar. Me machuco. Caio e levanto. E depois disso, continuo a amar. Mais e mais do que antes. E eu me pergunto, isso é certo?

A Huayra tem dois lados. Um deles, descoberto já a um bom tempo e aceito por ela mesma a bem menos tempo que possam imaginar.
Esses dois lados a fazem sentir confusa as vezes. Os dois sentem vontade de fazê-la feliz, e podem! Quando decidido qual dos lados escolher pra tentar ser feliz, vem o tombo. E o outro, vendo tudo de longe se pergunta: 'Se ela tivesse me escolhido, seria diferente?'. Ninguém sabe!
Nesses momentos de tristeza, me pergunto se tomei o caminho certo. Se fiz as escolhas certas, que até então me proporcionavam tamanha euforia, tamanha alegria, tamanha fe-li-ci-da-de!
Ninguém sabe!

Amanhã é outro dia. Sexta-feira por sinal. Dia em que eu costumava começar a fazer os planos para o meu fim de semana. Será que dessa vez vai ser diferente? Ninguém sabe!

Ninguém sabe o que está passando dentro de mim. As vezes nem eu sei. :)
See ya.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

01.01.10 - Número binário bonitinho, não? ;)

Well, well, well! 01 de janeiro de 2010.
Mais um ano que se inicia, e a uns 2 dias atrás, me lembro de ter lido meu horóscopo e nele dizia que eu devia fazer uma retrospectiva do ano de 2009.
(Não que eu sou apegada a esse tipo de coisa. Na verdade eu nunca sei no que acredito e desacredito. Na dúvida...) ;)
Enfim, acabei que não fiz a tal da retrospectiva.
E se eu paro pra pensar nas coisas que me aconteceram, chego a conclusão de que eu deveria SIM ter "aproveitado" todo esse tempo, 1 ano, pra poder ter feito mais coisas.
Mas foi um ano de conquistas sim. Assim como de perdas também.
Ao mesmo tempo em que eu deveria ter feito uma retrospectiva, esse ano de 2010 deve chegar com planos novos pra mim. Muita vontade eu deixei crescer, e pretendo botar tudo em prática.

Essas vontades não me deixam de perguntar à mim mesma sobre o que eu mereço de verdade. E não só isso.

Me encontro agora de pijama, isso as 20:30hrs, deitada com meu edredon e meu notebook no colo, um copo de sobremesa vazio ao meu lado, minhas músicas sempre em execução, assim, sozinha.
Ouço vozes de pessoas na sala, são visitas.. Tias e tios que vieram me cumprimentar ainda pouco no quarto, barulhos de copos e talheres na cozinha, uma tv ligada no quarto ao lado.. Meus irmãos..

Venho pensando, eu não sou uma pessoa lá muito exigente.
Levo minha vida assim..
Me encontro de.. "férias".. Segunda-feira volto ao trabalho e daqui uns dias voltam as aulas.
Meus dias se resumem em trabalhar em frente ao computador na parte da manhã, almoço, volto ao trabalho na parte da tarde. As 18h eu saio e vou pra faculdade, onde em pouco mais de 3 anos, eu conheço pouquissimas pessoas, faço minha parte, eu gosto de lá.
Volto pra casa por volta das 23h, tomo um banho, ligo meu notebook e deito.
Um pouco de internet me faz bem, me interar um bocado, conversar com os amigos, maioria virtuais e quando o sono bate (ou a consciência pesa, afinal, amanhã é outro dia. E começa tudo outra vez), eu me deito.
Um sono pesado. Sempre! E descanso.

Ultimamente tem havido desentendimento aqui em casa por parte dos meus pais.
O fato de eu chegar do meu dia corrido e escolher me deitar com o computador no colo, anda trazendo um bocado de indignação da parte deles. Já que a escolha não é sentar em frente a eles e contar como foi meu dia, perguntar como foi o deles.
Meus fins de semana, se resumem em faxina aos sábados, e, no domingo.. Talvéz acordar tarde e sem escolhas ir pro computador, já que tv eu não vejo a séculos. E nem me agrada. Prefiro ler as notícias online mesmo ;D
Quando eu resolvo dar uma saída com os amigos, o que é raríssimo, as brigas ou os problemas são um pouco mais embaixo. Com direito a ofensa e tudo mais.
Confesso que isso tem me perturbado bastante. E me deixado triste devido as brigas constantes.

Bem, eu não sei exatamente o que é certo e o que é errado até aqui.
Quem está certo e quem está errado. Onde eu estou errando ou acertando.
Como eu disse lá em cima, descobri que eu não sou uma pessoa exigente.
Minha vida está boa assim, não preciso de luxo, não preciso de mais tempo, não me sinto incomodada com o trabalho e os estudos que ocupam praticamente todo o meu dia.
Muitíssimo pelo contrário. Consigo ver o que isso tudo vai me trazer la na frente.
Mas parece que as pessoas querem ver mais de mim e eu não sei exatamente como fazer.
Eu sou acomodada, mas isso não faz com que eu deixe minhas obrigações de lado.
Acomodada no sentido de não me preocupar com pequenas coisas.
Mas nem todas as coisas são pequenas para todos, não é? ;D

A lição que eu tiro disso é que realmente não devemos viver só pra nós.
As pessoas que fazem parte da nossa vida também dão sentido à ela.
Mas confesso que em muitos momentos eu sinto falta de compreensão, e um pouco de respeito com meu espaço também. Afinal, eu não estou pedindo muito.
Esse ano, sinto que vou crescer pessoalmente, vou passar dos 20 (facepal), e isso tras a obrigação de mais responsabilidade.
Tenho sonhos, e neles vou trabalhar pra conseguir realizar.
Morar sozinha é um deles *-*
Será que eu consigo? :D
É, responsabilidade++

Enfim. Esse ano vai ser bem diferente pra mim, e pra todos eu espero.
Vou iniciar com o pé direito.
Um sonho logo de cara eu já vou realizar \o/
Afinal, Metallica, dia 30 me espera!

E deixo aqui a promessa de que minhas metas serão cumpridas. Botar em ordem minha vida, é isso que eu quero.

Anyway, é isso.
See ya, babie :)